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Biologia e Geopolítica: o câncer ‘israel’, a resistência quimioterápica e a multipolaridade contra o avanço bacteriano do imperialismo

Foto do escritor: Luiz Fernando PadullaLuiz Fernando Padulla

Sempre digo que a Biologia, sendo o estudo da vida e suas interações, é igualmente política. Afinal, tudo na vida é política.

E como biólogos e biólogas, mas acima de tudo cidadãos e cidadãs preocupados com as questões geopolíticas e suas inter-relações, traço neste artigo um comparativo pertinente entre as atuais problemáticas que ocorrem no mundo com situações corriqueiras que envolvem conceitos biológicos.

No contexto do conflito israelo-palestino, é possível enxergar o Estado impostor e genocida de ‘israel’, em sua política de expansão e ocupação, como um tumor maligno que se espalha pelo território palestino, ocupado há 77 anos pelas forças de ocupação nazisionistas.

Assim como um câncer, que cresce de forma descontrolada e invade tecidos saudáveis, a ocupação israelense avança sobre terras palestinas, destruindo comunidades, deslocando populações e fragmentando a identidade nacional palestina, com o claro objetivo de destruição e limpeza étnica, caracterizando um novo holocausto em pleno século XXI. A violência estrutural e sistemática praticada pelo Estado de Israel pode ser comparada ao processo metastático, em que células cancerígenas se disseminam para outras partes do corpo, comprometendo órgãos vitais e ameaçando a sobrevivência do organismo como um todo.

Nessa analogia, a resistência palestina, encabeçada pelo partido político e seu braço militarizado, Hamas, assume o papel de um tratamento quimioterápico. A quimioterapia, embora agressiva e dolorosa, é necessária para combater o câncer e restaurar a saúde do organismo. Da mesma forma, a resistência palestina, seja por meio da luta armada, da diplomacia internacional ou da mobilização popular, busca frear a expansão do projeto colonial israelense e garantir a sobrevivência do povo palestino. A resistência, assim como a quimioterapia, não é isenta de custos: ela gera sofrimento e perdas, mas é uma resposta vital à ameaça existencial representada pela ocupação.



Em um segundo paralelo, para o entendimento de como atua o imperialismo dos Estados Unidos, da OTAN e da Europa, principalmente com sua tentativa de avançar sobre territórios da Rússia, podemos associar a relação de uma bactéria patogênica que segue se expandindo em diferentes ambientes.

O imperialismo, assim como as bactérias, é um agente que busca recursos e dominação, utilizando estratégias de controle econômico, militar e cultural para manter sua hegemonia. No entanto, assim como as bactérias enfrentam a seleção natural e a pressão evolutiva, o imperialismo também encontra resistência em suas tentativas de dominação global.

Nesse cenário, o surgimento e a consolidação do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) podem ser comparados a um antibiótico que desafia a hegemonia bacteriana. O BRICS representa uma alternativa ao sistema unipolar liderado pelos EUA, promovendo a multipolaridade e a redistribuição de poder no cenário internacional. Assim como os antibióticos atuam para eliminar ou controlar infecções bacterianas, o BRICS busca enfraquecer as estruturas do imperialismo, oferecendo um modelo de cooperação baseado no respeito à soberania e no desenvolvimento mútuo, mantendo o mundo multipolar saudável e livre dessa doença.

A multipolaridade, nesse sentido, é o resultado da evolução geopolítica, em que novos atores emergem para desafiar a ordem estabelecida. Assim como as bactérias podem desenvolver resistência aos antibióticos, o imperialismo tenta se adaptar às novas realidades, mas a pressão exercida por blocos como o BRICS tende a acelerar a transformação do sistema internacional, incluindo a desdolarização, fragilizando e destruindo as principais defesas da hegemonia estadunidense, principal representante do imperialismo ocidental.

As metáforas biológicas aplicadas à geopolítica nos ajudam a compreender a complexidade das relações de poder e as dinâmicas de resistência e transformação. O genocídio em curso na Palestina ocupada e a ascensão do BRICS são exemplos de como processos aparentemente desconexos podem ser analisados à luz de princípios biológicos, como a luta pela sobrevivência perante ameaças reais, a adaptação e a evolução.

Assim como na biologia, onde a saúde de um organismo depende do equilíbrio entre suas células e tecidos, a estabilidade geopolítica depende do respeito à soberania e à autodeterminação dos povos. A resistência palestina e a emergência do BRICS são respostas vitais a sistemas opressivos, representando a busca por um mundo mais justo e equilibrado. Nesse sentido, a biologia e a geopolítica nos lembram que a vida, em todas as suas formas, é marcada pela luta constante pela sobrevivência e pela transformação.

 

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